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Funky e Soul em Juiz de Fora: Noite FdE!

No último sábado, dia 26 de maio, a casa de show Bar da Fábrica foi ocupada mais uma vez com o projeto Noite Fora do Eixo. Unindo uma banda local e uma de fora da cidade, o projeto trouxe a black music do cenário independente, com grandes canções autorais!

Silva Soul e Cromossomo Africano, atrações da Noite FdE JF. 

O clima da noite de encontros, conversas e muita dança. Ao som de Silva Soul, primeira banda a se apresentar na noite, o público não ficou parado e foi logo colocando todos os passinhos já ensaiados para fora da manga. Nada define melhor essa apresentação que não as imagens:

Na hora do show do Cromossomo Africano, a pista já estava mais do que quente e, ao som da música belohorizontina, quem ainda tinha resistido se entregou ao suingue black.

É importantíssimo não esquecer da discotecagem Discontrole, que embalou a galera na entrada, no intervalo e também no pós-show com clássicos do soul, funky e tudo que há de melhor para a pista de dança.

Fica o agradecimento do Coletivo Sem Paredes às bandas que fizeram mais uma Noite Fora do Eixo de Juiz de Fora com um clima de sorrisos e muita felicidade. Que as parcerias se fortalecem e que mais momentos da música independente possam surgir e fazer parte da realidade juizforana.

Veja mais imagens no Flickr do Sem Paredes.

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Noite Fora do Eixo – Silva Soul e Cromossomo Africano

Neste sábado,o Bar da Fábrica será mais uma vez tomado pela Noite Fora do Eixo – desta vez, regada a muito soul, funky e suingue!

A banda local Silva Soul,  que já firmou seu lugar na cena musical juizforana, vem com todo seu black brazuca pra agitar a galera, fazendo todo mundo dançar.

Completando 8 anos de carreira, a banda composta por Beto Grizendi, Marcelo Castro, Ângelo Goulart, Fábio Ramiro e Anderson Guimarães já levou seu tradicional baile aos principais redutos da soul music carioca e tocou ao lado de grandes nomes do estilo.

Avisa lá, que o Silva tá chegando:

Vinda direto de Belo Horizonte pra compor este sábado fora do eixo, a Cromossomo Africano tem 8 integrantes em sua formação e está em processo de gravação do seu primeiro álbum.

 

O nome da banda representa sua inspiração e sua influência, que abrange desde a mais primitiva percussão, ritmos tribais, rodas de candomblé, a potência dos tambores de rituais, festas e todas as manifestações culturais afro-brasileiras, até o blues, o jazz, o soul, os afro-beats contemporâneos, o hip-hop, o reggae, drum and bass e samba.Tudo, enfim,que lembre nossos cromossomos, nosso DNA e toda a cultura mundial afro-descendente. Confira um pouco do som com a formação antiga e se prepare para mais nessa noite, com a banda completa:

Além disso tudo, a partir da abertura da casa, às 22h, e no intervalo da apresentação das bandas, o DJ Set Discontrole vai marcar presença e garantir que a pista não esfrie.

Impossível ficar fora dessa noite!

Então, não dê bobeira, meu brother, e confirme logo sua participação no evento!

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PodCast Sem Paredes!

Relato Amanda Faulhaber

O PodCast Sem Paredes reuniu uma galera cheia de disposição e muita criatividade. A madrugada do dia 07/02 foi de muito trabalho para Nana Rebelato, Gian Martins, Amanda Faulhaber e Marcelo Castro que se encontraram no estúdio Harmona para pensar, esquematizar e gravar essa produção que inicia a cobertura do Grito Rock JF.

A gravação foi incrível e é com muito anseio que lançamos o primeiro dos produtos que acompanharão o #GritoJF! Na programação do PodCast Sem Paredes temos a apresentação dos músicos Graveola e o Lixo Polifônico, Silva Soul, Di Melo e Vinil é Arte!

Ouça e saiba mais edição Juiz de Fora do maior festival integrado do mundo: o Grito Rock!

Acompanhe as atualizações pelo Twitter (@semparedesjf) e pelo Facebook.

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SEM PAREDES NA TRIBUNA DE MINAS

CADERNO DOIS – TRIBUNA DE MINAS – DOMINGO, 28/11/2010.

CAFÉ COM GOSTO DE PORVIR

Raphaela Ramos
Repórter

 

Eles chegaram, tomaram seus lugares à mesa e logo pediram café. Estavam dispostos a conversar por horas e horas. Aos poucos, o debate sobre música autoral em Juiz de Fora ganhou ares de porvir. Mais café. Parecia surgir ali, naquele espaço inundado de CDs e DVDs, o combustível capaz de fazer a engrenagem rodar. Tal metáfora, aliás, foi sugerida pelos próprios participantes do encontro organizado pela Tribuna na Planet Music. No próximo dia 9, o coletivo Sem Paredes, que compõe o Circuito Fora do Eixo, promove por aqui sua primeira noite Fora do Eixo. O evento contará com as bandas Vandaluz, de Patos de Minas, e Martiataka, juiz-forana, ambas ligadas à produção autoral. A proposta fez escapar o questionamento: o público está disposto a abandonar o cover?

O compositor e violonista Lucas Soares, integrante da banda Darandinos e do duo SoaresCastro, afirma sem titubear: “a criação local está cada vez maior e com qualidade”. De acordo com ele, que assina canções incluídas em discos de diversos artistas, o “Encontro de compositores” contribuiu para que a atividade ganhasse viço por aqui. Realizado desde 2007, o projeto possibilita a troca de experiência e abre espaço para iniciantes. “Comecei a compor lá”, conta o baixista e membro do Conselho Municipal de Cultura (Concult) Fred Fonseca. Para ele, a ideia aprimorou a produção autoral, além de reunir aqueles que já vinham trabalhando de forma solitária. O compositor Arnaldo Huff, um dos fundadores da história, diz o mesmo pelo telefone: “o encontro nasceu da vontade de compartilhamento”.

Questão de sobrevivência
Por falar em agrupamentos artísticos, essa é a direção apontada por Lucas como potencializadora do novo. Segundo o músico, embora existam incentivos para a criação, ainda faltam possibilidades para o escoamento. “Temos a Lei Murilo Mendes que, apesar da necessidade de ajustes, viabiliza muito coisa. Mas não temos onde tocar.” O guitarrista e engenheiro de gravação Ricardo Rezende, sócio do Nave Estúdio, assevera que na década de 1980 havia mais casas de shows dispostas a se arriscar. Conforme complementa ele, a maior parte dos palcos locais elege a mercadoria e dispensa a arte. “O trabalho autoral é uma questão de sobrevivência da música brasileira”, contrapõe.

A partir disso, Lucas sugere táticas de guerrilha. “Precisamos andar pelas beiradas. O esquema dos bares já está viciado, não dá para começar por ele.” Fred Fonseca concorda, informando atuar como conselheiro administrativo da Cooperativa da Música de Minas (Comum) e da Federação das Cooperativas de Música do Brasil. “Núcleos fortes podem resgatar os espectadores. E, então, os empresários terão que se adequar. O que não vale é depender de assistencialismo.”

Ao contrário do que muitos pensam, porém, na opinião do baixista, há na cidade uma plateia disposta a descobrir novidades. O instrumentista Guto Gomes, integrante do Sem Paredes, acredita que, quando há espaço, as pessoas aparecem. De acordo com ele, muitos ouvintes estão sedentos por um trabalho autoral ou, pelo menos, com identidade própria. “É claro que essa fatia pode ser ampliada”, diz, pelo telefone.

Peões da música
Na visão de Fred Fonseca, o momento da virada está próximo. Ainda que muitas bandas se retirem do mercado local à procura de um um lugar ao sol, outras tantas permanecem confiantes. “Muitos comentam que a nossa classe artística é a mais organizada da cidade”, menciona, citando o Fórum da Música realizado semanalmente. De lá, partiram variadas propostas, entre elas, a Mostra da História da Música de Juiz de Fora, uma série de debates com a primeira edição marcada para a próxima quinta, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas.

Lucas lança na discussão o próprio exemplo. Apesar de estar com a agenda lotada de shows em outras localidades, permanece divulgando seus projetos por estas bandas. “O problema é que o músico daqui não é valorizado aqui.” De acordo com ele, quem se dedica somente ao processo autoral não vive de arte em Juiz de Fora. “É preciso escoar de outra forma. Agora, se o cara fizer cover com violão e voz ou tocar forró e sertanejo, a coisa é diferente.” Guto Gomes completa: “as duas atuações podem conviver, mas se existe um viés autoral, precisa ser mostrado”.

Por outro lado, conforme assegura Ricardo Rezende, a linha de frente de seu estúdio é a feitura de CDs artísticos, em sua maioria, juiz-foranos. “Isso significa que temos perspectiva.” O que não falta também é talento. Segundo Ricardo, a cidade acolhe bons profissionais para todas as etapas da cadeia de produção. Com o movimento musical se fortalecendo, justifica ele, os profissionais foram estudar. Além disso, como arremata Fred, o artista contemporâneo é aquele que se arrisca em todas as funções. “Somos peões da música.”

 

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