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Quinteto São do Mato e Darandinos

O Quinteto São do Mato está completando 5 anos no dia 6 de junho e para garantir a festa, acontecerá no Estação Cultural um concerto junto com a banda Darandinos. Os dois juntos vão embalar uma noite com uma músicalidade única. Não deixará ninguém dentro de casa na véspera do Feriado.

O quinteto é a junção da cultura brasileira com a turca, compositor e violonista Chadas Ustuntas é natural da Turquia e trouxe consigo a musicalidade de seu país, aliada com a sensibilidade de Nara e Maíra, o ritmo de Márcio Guelber e multiface de Henrique Nogueira. Eles desenvolvem o trabalho autoral em Juiz de Fora e já realizaram diversos trabalhos, dentre eles destaca-se o ImaginaSom e o clipe da música conselheiro(Batatinha) gravado com a cantora Nêga Lucas.

Darandinos, composta por Anna Claúdia (voz), Lucas Soares (violão, voz e direção musical), Anderson Fofão (percussão e flauta transversa), Rafael Castro (piano, escaleta e acordeom) e Rafael Leite (percussão). O nome Darandinos, é inspirado no conto Darandina de João Guimarães Rosa, “conto ou som que arrebata”. O som é resultado de pesquisa de ritmos tipicamente brasileiros com toques mineiros permeados pela sofisticação de harmonias e improvisações.

Para adicionar o nome na lista amiga basta comentar o nome no mural do Evento no Facebook.

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Música Negra com Muito Swing

Sábado, 26, Noite Fora do Eixo Soul com Silva Soul e Cromossomo Africano

26 de Maio, mais uma Noite Fora do Eixo, vai ocupar o Bar da Fábrica. Lançado pelo Circuito Fora do Eixo, o projeto tem como característica promover o estilo único e especial de cada banda, destacando sua música e valorizando seu trabalho autoral.

Na 8ª edição, Silva Soul vai instaurar um baile de ferver o salão, e para entrar na festa trazendo um swing todo especial de Belo Horizonte, Cromossomo Africano faz um soul instrumental e irá apresentar novos trabalhos que vem realizando para compor o disco que já está engatilhado e prometido para Julho.

Cromossomo Africano Representa nossa inspiração e define nossa influência, que vai muito além da música e está enraizada no nosso cotidiano. Desde a mais primitiva percussão, ritmos tribais, rodas de candomblé, a potência dos tambores de rituais, festas e todas as manifestações culturais afro-brasileiras, até chegar ao blues, jazz, soul, afro-beats contemporâneos, hip-hop, reggae, drum and bass e ao samba.Tudo nos faz lembrar nossos cromossomos, o nosso DNA e toda a cultura mundial afro-descendente.

Sábado, uma amostra da nova música brasileira que fervilha nos becos de todo o país. Mistura de música preta num mechido bem brasileiro que não vai deixar ninguém parado. Convide todos seus companheiros, para dar show na pista de dança do Bar da Fábrica.

Além das bandas convidadas, a noite contará ainda com a apresentação do DJ Set Discontrole a partir da abertura da casa e nos intervalos: às 22 horas, no Bar da Fábrica, o cenário independente juizforano e nacional convergem e criam mais uma Noite Fora do Eixo Juiz de Fora.

Noite FDE - Silva Soul(jf) + Cromossomo Africano(BH)

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Muita música na Primeira Noite Fora do Eixo de 2012!

Foi ao doce som de Sweet-Bitter simphony que a noite começou. Em uma noite fria, digna do estilo britânico da banda The Radioleft o Bar da Fabrica se contagiou. A primeira Noite Fora do Eixo de 2012 teve o prazer de apresentar essa banda juizforana que tem por influência bandas como The Beatles, Oasis e Coldplay. A banda veio com muita energia, mostrar a suave melodia de seu cd autoral.

Com casa cheia, a platéia foi contagiada além das apresentações com o som de covers como All my Loving e Helter Skelter.

Dando sequência com um intercâmbio cultural, a banda de BH Aldan veio mostrar sua produção de humor inigualavel e melodias curiosas. Com influências de bandas como Pato Fu e Graforréia Xilarmônica, a banda divertiu a galera.

E ao fim dessa noite tão musical, o Coletivo Sem Paredes se despede satisfeito por promover a integração de bandas alternativas e de abraçar a produção independente brasileira. Mas não va pensando que acabou! As Noites Fora do Eixo estão so começando!

Para saber mais sobre os próximos eventos, acompanhe as redes sociais do coletivo (facebook e twitter). As imagens da noite podem ser vistas no Flickr.

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Noite Fora do Eixo The Radioleft + Aldan

Neste sábado, dia 12 de maio, vai acontecer a 1ª Noite Fora do Eixo JF de 2012 e as duas bandas convidadas pra ocupar o Bar da Fábrica a partir das 22h são a juizforana Radioleft e Aldan de BH.

Produzindo um som fortemente marcado pelo Britpop com influências de Oasis, Radiohead, Coldplay e  principalmente Beatles, a Radioleft vai mostrar nessa noite sua própria leitura desse universo musical, apresentando canções que compõem seu cd autoral Sweet-Bitter Symphony.

Simplicidade melódica e vocais suaves: conheça Learn, da Radioleft

Para compor a noite, o quarteto de Belo Horizonte Aldan que já está há seis anos na estrada, tendo na mochila a experiência de ter participado de importantes eventos dentro do cenário independente, além de Noites Fora do Eixo mineiras.

Com influência do rock bem humorado do Pato Fu, dos Mutantes e do Graforréia Xilarmônica, o Aldan promete um show empolgante, com letras tragicômicas, melodias divertidas e firmeza na pegada.

Assista ‘Chá-Chá-Chá’, o primeiro videoclipe da banda, que mistura animação e realidade, e lhes rendeu uma apresentação para mais de 5 mil pessoas no Conexão Vivo em Belém do Pará.

A produção da noite é uma ação do Coletivo Sem Paredes, ponto articulador Fora do Eixo, em busca do desenvolvimento do cenário cultural local.

Não dá pra deixar de fazer parte dessa noite!
Confirme sua participação no evento, e não se esqueça de deixar lá o seu nome para a lista amiga, ganhando assim um desconto no ingresso!

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As Noites Fora do Eixo voltam a Juiz de Fora

O Coletivo Sem Paredes da proseguimento ao projeto Noite Fora do Eixo, um espaço de artes integradas com bandas locais e nacionais apresentando seu repertório autoral, ocupando casas de show da cidade e conectando o cenário da música independente no país.

Depois de 8 edições realizadas em 2011, o mês de maio chega com duas edições no Bar da Fábrica. Dia 12, sábado, tocam as bandas The Radioleft e Aldan de Belo Horizonte. No dia 26 quem se apresenta é o Silva Soul com a banda Djambê também da capital mineira.

O projeto se consolida no país como uma das principais plataformas para criação de turnês e viabilizar a circulação de música. No ano anterior estiveram aqui bandas como Macaco Bong, Tereza e Duo Finlandia, seguindo agora para uma parceria mais ampla com os músicos locais.

A noite se funda na criação de espaços e momentos para que a nova música brasileira faça parte das experiências dos frequentadores. Assim, todo o repertório das bandas será composto por canções autorais ou versões originais de suas principais influências. A produção da Noite é uma ação do Coletivo Sem Paredes, ponto Fora do Eixo, em busca do desenvolvimento do cenário cultural local.

A primeira noite acontecerá no dia 12 de maio no Bar da Fábrica, com Aldan e a banda juizforana The Radioleft. Essa cercada de influencias do Britpop dos anos 90 lançou no final do ano passado o CD autoral Sweet-bitter Simphony. Dividindo o palco com Radioleft, temos o rock bem brasileiro da belorizontina Aldan. Com base nas bandas nacionais como Pato Fu e Mutantes, já participaram de eventos importantes dentro do cenário independente como Alternativo Rock Fest na cidade de Itabirito.

No dia 26 temos a segunda noite, também no Bar da Fábrica. Desta vez a anfitriã será a banda Silva Soul, com o ritmo dançante do funk soul, varia entre músicas autorais e clássicos da música negra. A banda convidada da vez é tambem de Belo Horizonte, a Djambê. Dotados de uma forte preocupação sócio ambiental, faz ritmos regionalistas e utiliza de materiais inusitados para formar os instrumentos da percussão, de extintores à tampinhas de garrafa.

A abertura da casa de shows é às 22 horas. A entrada será vendida na porta por 15,00 até 00hs na lista amiga e, posteriormente, a R$ 20,00.

Para participar da lista amiga, basta deixar o nome no evento criado no facebook.

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Encontro de Mc’s!

Galera, é nesse domingo o Encontro de Mc’s agora com novidades: elétrico e com residência fixa! Depois de ocupar diferentes espaços publicos da cidade de Juiz de Fora, agora o evento fez uma de suas maiores conquistas! Além de um espaço para realizar as batalhas, as rodas e os shows, o evento sera elétrico, com microfone, amplificador e muita energia pra agitar a galera!

O Encontro acontece duas vezes por mês, sempre aos domingos. Vamos incentivar a cena hip hop em Juiz de Fora, que através de tanta força e dedicação conquista a cada dia um novo espaço!

Contamos com a sua presença! Domingo no Happy Lanches (Rua Mariano Procópio, Centro) as 16:00! Lembrando que a entrada é gratuita e mesmo se chover, vai ter evento moçada!

Para mais informações, consulte o blog do Encontro  e a pagina do evento no facebook!

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Eu ouvi Zeppelin.

São do Mato e Darandinos. Lançamento do Clipe Conselheiro.

Juiz de Fora, Estação Cultural.

Sábado, 14/04/2012.

 A primeira música que reconheci ao chegar no local foi Tom Zé. Bom sinal, tive o pressentimento de que o lugar não ia me decepcionar quanto ao som.

 Ainda frio pra abordar pessoas estranhas, aproveitei que estava na companhia de uma amiga e resolvi fazê-la de cobaia. Mas o universo,para manter sua harmonia celeste, logo puniu minha atitude com o Efeito Gravador.

“Eaê, o que tá achando da galera, do lugar mesmo, fisicamente e tal?”

“Ah, tá um ambiente bem diversificado” – quanto mais eu aproximava o gravador pra melhor pegar o áudio, mais ela ia recuando –  “com música boa” – eu dava um passo pra frente e ela pra trás –  “uma galera bacana” – tinha uma escada atrás dela e eu começava a ficar preocupado – “todo mundo interagindo e curtindo pra caraleo o som!” – ufa.

“Pode crer, e… Ó! Novos Baianos rolando aí, cara!” –  mais um ponto pra casa – “Você gosta de Novos Baianos?”

“(movimentos verticais com a cabeça)”

“Pô,_____, eu to reparando que você tá inibida por eu estar gravando aqui, cara. Relaxa que da pra eu editar todo o texto depois. Essa parte nem vai sair. É tranquilo.”

“Tá.”

“Tá, mas to te sentindo desconfortável ainda. É o Gravador que provoca essa inibição, né?!”

“Éééé, muito.”

Mesmo com esse começo pouco animador do meu desempenho como repórter, não me deixei abalar e fiquei atento pra não perder a oportunidade de obter alguma informação relevante, ou até melhor, passar alguma informação relevante. E foi o que aconteceu. Vi um dos membros da cobertura do evento tirando fotos e fui trocar uma ideia.

“Pô, eae, já conseguiu dar uns flagras? Galera… se pegando no banheiro e tal? Como é que estão os flashs aí?

“Ah, galera se pegando no banheiro ainda não.”

“Tá cedo ainda pra isso?”

“ Tá cedo ainda, a galera ta começando a ficar mais alegrinha agora.”

“Mas acha que o ambiente condiz com esse tipo de atitude, cara? Acha mesmo que rola isso mais pro final da noite?”

“Pô, não sei, cara. Não sei qual vai ser a vontade dessa galera aí, não, haha.”

Humildemente dei um toque:

“Mas por via das dúvidas, fica de prontidão lá do lado do banheiro. Lá sempre rolam as melhores fotos.” – momento dica kodak.

“Ah, claro, com certeza. Vô começar a prestar mais a atenção nisso então!”

“Faz bem, faz bem… mas então, essa é sua primeira participação aqui pelo Sem Paredes?”

“Não, eu comecei a participar na pré calourada do DCE que teve lá na UF. Daí participei da pré, da calourada…”

“Sempre tirando fotos?”

“É, sempre mexendo com fotos e audiovisual.”

“Legal. E assim, resumidamente, o que que te fez entrar pro Sem Paredes, se envolver e tudo mais?”

“Cara, a galera, a vontade do pessoal de ter uma ideia e querer fazer isso dar certo, e a proposta que eles tem de cobertura, a visão que eles tem a respeito desse assunto é muito bacana!”

(…)

Indo em direção ao banheiro, uma cena chamou minha atenção e tive que parar pra observar. Ao som do Darandinos, duas garotas e um cara dançavam de uma forma contagiante. Ao mesmo tempo que formavam um circulo, dançavam em uma levada reagge, executando movimentos com claras influências de dança contemporânea experimental, e tudo isso meio que sambando. Foi algo realmente difícil de processar na hora. Mas muito bacana, claro.

ATENÇÂO:  Para a leitura do diálogo abaixo será necessário o domínio  de Espanhol/Castelhano.

“Cara, por favor, nomeia essa dança que vocês acabaram de fazer.”

“Elha faz.”

“(?)”

“El nome?”

“É! ‘A Fuga da Salamandra’, que você acha?”

“É… “A Fuga da Salamandra”…óóóóó!”

“Ah, gosto, né… mas vocês ensaiaram essa coreografia em casa ou não?” – eu estava impressionado de verdade.

“No, mas estoy aprendiendo com ella, estoy conociendo esta cultura.”

“Si, si… Tô reparando seu sotaque, você vêm de onde?”

“Colômbia.”

“Ô, que legal. Pero, que estay achiando de Ruiz de Fóra?”

“Ah, creo que tien giente muito manera.”

“Ahhh. E que estay achiando dieste chol especificamiente?”

“Chol?”

“É, show, dieste concierto.”

“Ah, concierto?”

“Si, si.”

“Ah, és um encontro cultural muito…dez. La propuesta és muy buena, porque és algo nuevo pra mi.”

“Si, si.”

“E instrumentalmente, musicalmente é muito bom.”

“E em los shows daqui, acha que las personas se compuertam diferentemiente de la colômbia?”

“Não, la música se parece a miesma coisa. Só que a la o som é mais rapidinho, é rock, é punk, é hardcore. Aqui é variado, é…”

“Na manha, no suingue?!”

“É, aqui tem muitos estilos, né.”

(…)

 “Entrevista pra quê?” – garota 2.

 Duas garotas estavam meio hesitantes em falar comigo, sendo que eu só tava querendo fazer uma hora do lado do palco esperando os caras do Darandinos, que tinham acabado de terminar o show, arrumar os equipamentos pra trocar uma ideia com eles.

 “Pra eu escrever sobre o show depois. Só quero saber o que vocês acharam do show, cara.”

“Cara, eu gostei muito. Eu nunca tinha ido num show deles.” – garota 1.

“É muito bom, é muito dançante, um som contagiante.” – garota 2.

“Mas vocês vieram aqui mais pro show do São do Mato?”

“Na verdade nós viemos mais pra comemorar o aniversário de uma amiga nossa, ela queria vir pra cá e a gente veio!” – garota 2.

“É!” – garota 1.

“Uhn, legal… E cadê ela agora?”

“Ela táá… ela foi no banheiro?” – garota 1

“(?)” – garota 2

“(!). Pô, mas o legal é que vocês vieram mais pra acompanhar uma amiga a acabaram curtindo o som, né?”

“É, eu até já cumprimentei os músicos.” – garota 2

“Ah, então rolou até uma tietagem de leve?!”

“Ahh, é legal, vai.” –  elas não entenderam muito bem o tom do meu comentário, ou só não gostaram mesmo, e preferiram não se manifestar mais sobre o assunto, mas tudo em um clima de paz.

 (…)

 Cheguei pra conversar com o percusionista do Darandinos.

 “Fala ae, cara, beleza? Tem como me dar um depoimento rápido aê?

“Opa, tem sim.”

“Então o que você achou da resposta do público,cara, o show de modo geral?

“Eu achei o astral bacana mesmo. A casa já tem o astral legal, então achei que teve tudo a ver, a gente com o São do Mato… achei tudo bacana, cara.”

“E a galera do São do Mato, vocês já conheciam, né? O som deles?”

“Sim, sim. A gente trocou ideia pra fazer esse evento já pensando nas duas bandas. Não foi uma coisa casual. Já tinha um bom tempo que estávamos querendo fazer um lance alternativo… e todo mundo pensa que alternativo tem que ser rock and roll, tem que ser podrera. Não! Pode ser uma locura/podrera/instrumental/regional e meio riponga, ir mais pelo lado experimental também, sabe.

“Lógico, concordo. Cara, agora eu vô ter que fazer a pergunta que todo mundo faz: porque o nome Darandinos? Ouvi uns boatos aí da galera que o nome é a fusão das duas maiores fontes de inspiração do pessoal da banda: o Tarantino e Doritos. Confere isso? – Quando isso saiu da minha boca eu meio que me arrependi achando que o cara ia me achar mó idiota por não pegar a ironia. Mas admito que foi algo bem idiota de se dizer de qualquer jeito.

“Hehe. Não, cara, é por causa do Guimarães Rosa.”

“Ah, pode crer. Mas eu não tô ligado, é um conto?”

“É um conto, Darandina.”

“Mas esse é um conto que representa bastante pra vocês e tal?”

“Pô, eu não sei muito bem a história. A Anna (vocalista) veio com o nome do conto e a gente acabou mudando pra Darandinos… mas eu também não sei o porque de Darandinos.”

“Pô…”

“É, eu não entendo muito bem, não.”

 (…)

Para não perder o costume, peguei o depoimento de um brother que fazia parte da organização do evento, brother esse que tem sua fama garantida, principalmente, por difundir formas primitivas de dança nas noites juizforanas.

“Falaê, cara, expectativas do show como é que tavam, como é que tá sendo agora?”

“Ou, total. Tô feliz demais, foi foda!”

“Foi foda? Mas tá rolando ainda, cara.”

“Tá foda, ahaha.”

“E que achou do clipe?”

“Pô, o clipe ficou bom demais. A letra da música também é muito bonita.”

“É bonita mesmo. Qual a foi a sua interpretação dela, que mensagem você acha que eles tavam a fim de passar?”

“Isso é sobre momentos pessoais, hahah. Essa música é muito pessoa.”

“É, mas eu falo assim…”

“Não, não. Me recuso a pontuar.” – então já tá estrelão?

“Pô, cara, mas o negócio é que o som vai soar diferente pra cada pessoa mesmo, o sentido é pessoal. Eu tô querendo saber sua opinião sobre a intenção da banda na hora de compor, saca?! Eu por exemplo achei a letra meio triste.”

“Não, mano, a música é mó happy na real, porque no final…”

“Rap?”

“HAPPY = FELIZ.”

“Ahhh, pode crer. Você é tipo a Luciana Gimenez, né, pensa em português e fala em inglês.”

“É, hehe.”

“Cara, mas a pergunta que realmente interessa: qual é a dança que você vai emplacar na noite de hoje?”

“Hoje tamo pensando em uma variação da Dança Sem Paredes e…”

Nesse momento um cara interrompe a conversa tendo que falar com meu entrevistado. Logicamente ele não fazia ideia da magnitude do assunto tratado naquele momento, e seus respectivos desdobramentos para a história da humanidade, caso contrário deixaria a frase ser completada.

“Pô, cara, que isso, tá maluco? Interrompendo um furo aqui, rapaz!”

Infelizmente não tive outra alternativa a não ser deixar meu entrevistado sair, deixando essa lacuna  assombrosa pairar sob o universo.

(…)

Já bem perto do fechamento do evento, com minha vontade de boa música saciada, faltava uma única coisa pra eu obter a paz de espírito total naquele final de noite. E por alguma motivo, uma iluminação talvez, pude conseguir isso ao trombar com o violonista do Darandinos.

“Cara, você vai ter que me tirar uma dúvida: no começo do solo da última música, aquelas primeiras 5 notas…era Led Zeppelin, né?

“Since I’ve Been Loving You!”

“Porra, sabia, cara!”

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