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Violeta foi para o céu, é o filme do Cineclube dessa quinta!

“Escreva como você gosta, use os ritmos que aparecerem, tente diferentes instrumentos, sente-se ao piano, destrua o que é linear, grite ao invés de cantar, arrase na guitarra e toque a buzina. Odeie matemática e ame redemoinhos. Criação é um pássaro sem um plano de vôo, que nunca irá voar em uma linha reta.” Violeta Parra.

“Violeta foi para o Céu”, conta a história da compositora, cantora e folclorista chilena Violeta Parra, da infância humilde ao reconhecimento internacional, passando pela intensidade de suas contradições internas, falhas e paixões.

Baseado no romance homônimo de autoria de Ángel Parra, filho de Violeta, o filme de Andrés Wood faz um retrato da famosa cantora e folclorista chilena Violeta Parra, preenchido com seu trabalho musical, suas memórias, seus amores e esperanças. O filme é uma co-produção entre a produtora brasileira BossaNovaFilms, a chilena Wood Producciones e a argentina Maiz Producciones, e a distribuição é da Imovision.

Diretor de um dos filmes mais populares e aclamados do cinema chileno, “Machuca” (2004), Andrés Wood volta ao Brasil com seu novo longametragem,  “Violeta foi para o Céu”, após participar do Goya e ser premiado em Sundance (Grande Prêmio do Júri Internacional do Cinema Mundial Dramático); Toulouse (Prêmio do público); Guadalajara (melhor atriz e Fipresci); Miami (Grande Júri), além de ser o indicado do Chile para concorrer à vaga do Oscar deste ano.

“Violeta foi para o céu”, é baseado no romance homônimo de Ángel Parra (filho de Violeta Parra), e protagonizado pela atriz chilena Francisca Gavilán (“Ulysses”, 2010). O filme estreou no país no dia 07 de junho com a presença de Andrés que prestigia o Cine Ceará (de 01 a 03/06). Em seguida, Andrés encontra Francisca para juntos, participarem das pré-estreias de São Paulo (04/6) e do Rio de Janeiro (05/6). O longa abre a Mostra Competitiva do 22° Cine Ceará, no dia 1º de junho. Concorreram ao troféu Mucuripe, 12 curtas-metragens brasileiros e nove longas latino-americanos, sendo o Brasil com três títulos e Chile, Espanha, México, Guatemala, Argentina e Equador com um cada. O Cine Ceará acontece de 1 a 8 de junho, em Fortaleza, sob a temática: “Lutas Sociais na América Latina”.

Violeta Parra foi uma cantora popular e ícone da cultura do Chile. Suas canções, como “Gracias a la Vida” e “Volver a los Diecisiete”, foram gravadas por músicos de várias nacionalidades. Cantora, autora, colecionadora, poetisa, pintora, escultora, bordadeira e ceramista, Violeta foi uma artista multifacetada, ícone da cultura pop latina, tesoureira e guardiã das mais profundas tradições chilenas, além de ser uma mulher de contradições intensas.

Com mais de três mil músicas e outros trabalhos inspiradores, Parra resgatou a cultura tradicional esquecida, viajou pelo Chile, de norte a sul, para conhecer a voz do seu país, exaltar e salvá-la de estereótipos. Violeta reinventou a música, criando obras-primas e lançando-as pelo país e pelo mundo. “Criar a partir do que existe”, era seu lema.

Em 1964, o Louvre abriu suas portas pela primeira vez para um artista latino-americano, e Violeta foi a primeira mulher a expor seu trabalho no museu. Em 1965, ela voltou para o Chile e construiu uma grande tenda em La Reina, com o objetivo de torná-la o centro da cultura popular. Durante muito tempo, Violeta trabalhou para levar sua mensagem aos chilenos, uma mensagem de sensibilidade universal que, hoje, eleva-a à categoria de artista com raízes na tradição popular com mais fama internacional. No amor, quando Gilbert Favre, sua grande paixão a deixou, a tristeza tomou conta de seu coração e de sua vida.

Ficou curioso para saber mais sobre a vida e obra de Violeta Parra? Então venha ver o documentário as 19 hs no Anfiteatro João Carriço! Veja mais na pagina do filme e na pagina do evento no facebook!

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Seleção da Mostra de Filmes Livre

A felicidade dos peixes – 24min X

O mar seria imenso para nós dois, mas neste aquário não te cabe, querida.

Direção: Arthur Fernandes Andrade Lins
Produção Executiva: Arthur Lins
Direção de Produção: Ana Bárbara RamosVivian Maitê
Roteiro: Arthur Lins
Fotografia: Bruno de Sales
Câmera: Bruno de Sales
Arte: Shiko e Gigabrow
Som: Guga S. Rocha
Edição: Arthur Lins e Sarayna Martins
Elenco: Humberto Lopes e Liuba de Medeiros

Cashman – 10min

“…Um dia despertou e o mundo girava como uma caça-níqueis.”

Direção: Tiago Vianna, Mariana Miranda, Gustavo Berocan
Produção Executiva: Tiago Vianna, Mariana Miranda, Gustavo Berocan
Direção de Produção: Tiago Vianna, Mariana Miranda, Gustavo Berocan
Roteiro: Tiago Vianna, Mariana Miranda, Gustavo Berocan
Fotografia: Tiago Vianna
Câmera: Tiago Vianna
Arte: Tiago Vianna, Mariana Miranda, Gustavo Berocan
Edição: Tiago Vianna
Elenco: Gustavo Berocan


CELLPHONE – 15min

Celulares aos milhares, aos milhões. Aparelhos, linhas, operadoras, números, usuários. Nem a cidade nem o homem são capazes de viver sem suas próteses comunicacionais. Cellphone é uma intervenção no universo das ondas telefônicas invisíveis. Adentrando essas frequências, aproveitando sua vulnerabilidade, criamos outros sentidos, outras narrativas, um lugar ficcional, performático, inserido na comunicação cotidiana.

Direção: Daniel Lisboa
Produção Executiva: MAURICIO FONTOURA
Direção de Produção: DANIEL LISBOA
Roteiro: DANIEL LISBOA
Fotografia: FABIO ROCHA
Câmera: FABIO ROCHA
Som: NAPOLEÃO CUNHA
Edição: CAETANO TRAVASSO
Elenco: Márcio Ciolo, Jorge Oliveira, Nilson Rocha, Paula Lice

 

Eva na Primavera – 15min

Eva tem 18 anos e mora no Brasil desde os 2 anos de idade. Seu pai acaboude cometer suicídio. Como último desejo, pediu para sua filha partir em uma viagem para conhecer Nova Iorque, cidade onde ela nasceu. Lá, Eva vai buscar sua identidade.

Direção: Luiz Fernando Azevedo
Produção Executiva: Produtora Pessoas do Século Passado
Direção de Produção: Dodô Azevedo Maria Laura Cravo Vitor Leite
Roteiro: Dodô Azevedo
Fotografia: Dodô Azevedo
Câmera: Dodô Azevedo
Arte: Dodô Azevedo
Som: Dodô Azevedo
Edição: Vitor Leite
Elenco: Maria Laura Cravo 

Iaia et Leni – 3min

A hora do chá numa tarde de sol

Direção: Eugenia Castello
Produção Executiva: Eugenia Castello
Roteiro: Eugenia Castello
Fotografia: Fábio Allon
Câmera: Eugenia Castello
Arte: Eugenia Castello
Edição: Feito em tomada única
Elenco: Malu & Luma

Ovos de Dinossauro na Sala de Estar – 12min

A alemã Ragnhild Borgomanero, de 77 anos, estudou fotografia digital e fez cursos de Photoshop e Premiere para manter viva a memória de seu falecido esposo, Guido, com quem reuniu a maior coleção particular de fósseis da América Latina.

Direção: Rafael Urban
Produção Executiva: Ana Paula Málaga e Rafael Urban
Roteiro: Rafael Urban
Fotografia: Eduardo Baggio
Arte: Maria Andrade
Som: Robertinho de Oliveira
Edição: Ana Lesnovski
Elenco: Ragnhild Borgomanero

Magnífica Desolação – 19min

A MÁQUINA, O HOMEM E A VIAGEM. Impressões sobre o cotidiano dos maquinistas de trem de carga no Brasil.

Direção: Fernando Coimbra
Produção Executiva: Caio Gullane e Sônia Hamburger
Direção de Produção: Produtores: Caio Gullane, Fabiano Gullane, Fernando CoimbraCoprodutores: Debora Ivanov e Gabriel Lacerda
Roteiro: Fernando Coimbra
Fotografia: Fernando Coimbra
Câmera: Fernando Coimbr
Som: Juliano Zoppi
Edição: Eva Randolph

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Por Tua Culpa. Essa quinta no Cineclube!

Por tu culpa é um filme produzido em uma associaçãoFranco/Argentina. Esse drama produzido em 2010 de Anahí Berneri e Erica Rivas, foi apresentado no Festival do Rio de 2010 e foi selecionado para o festival de Berlim, no mesmo ano.

A trama retrata a vida de Julieta, recém-divorciada, que está sozinha em casa com os dois filhos pequenos. Depois que um deles sofre uma queda e se machuca, ela leva as crianças para o pronto-atendimento e o pediatra de plantão imediatamente nota vários hematomas nos corpos dos garotos, suspeitando de maus-tratos por parte da mãe.

A história escrita por Anahí Berneri permeia temas dificeis de abordar, como a conduta das crianças e de seus pais nos dias de hoje. O filme quer que o próprio espectador perceba os temas sutis que acontecem dentro da trama e faça suas próprias reflexões.

Erica Rivas, conhecida por seu papel cômico e inesquecivel como Maria Elena na adaptação argentina do seriado Married With Children, faz com certeza um dos melhores papeis da sua carreira de atriz se entregando à uma personagem extremamente pesada, densa. O desgaste fisico, o olhar triste e o carinho que tem com os seus filhos dentro da trama, são fatos que concretizam de vez o nome da atriz como uma das melhores dessa geração atual do cinema argentino. Não podemos esquecer a brilhante atuação de ambos atores mirins do longa.

Anahí Berneri é feliz em muitos momentos por ter um elenco maravilhoso, um roteiro interessante e acima de tudo uma condução que parece que o espectador está ao lado da protagonista e que estamos sentindo de maneira conjunta, as aflições da mesma. Um fato curioso, é que o apartamento onde foi filmado a primeira parte do filme pertence a diretora do filme.

Sufocante, desolador, sensivel e pertubador. Por Tua Culpa consegue carregar esses sentimentos e deixar o espectador com uma sensação de desconforto e satisfação por ter visto mais de um cinema diferente, que não tem medo de tocar em temas polêmicos e de aborda-los da maneira mais viseral possível.

Por tua culpa, é nesta quinta no anfiteatro João Carriço as 19hs! Veja mais detalhes da exibição na página do evento e confirme sua presença!

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Cineclube de quinta com: Mamma Roma de Pasolini!

Nessa quinta o filme que sera apresentado marca a trajetória de Mamma Roma (Anna Magnani), uma ex-prostituta que vai atrás do filho abandonado por ela, Ettore (Ettore Garofalo), e que tenta uma vida nova junto com ele na capital italiana. Interpretada magnificamente pela atriz Anna Magnani, a personagem se vê em várias dificuldades sociais como a criminalidade que seu filho se envolve e a sua exploração pelo cafetão Carmini (Franco Citti).

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Mamma Roma sonha com uma vida burguesa, mas suas esperanças se confrontam com a realidade. Ela vive em um contexto social que impossibilita a realização de seus sonhos. A vida se mostra mais dura e cheia de desencantos do que ela pode imaginar. Em seu segundo filme, o cineasta italiano Pier Paolo Pasolini faz poesia com cinema em Mamma Roma. Num filme belo, porém ainda marcado pelo neo-realismo que fez escola durante as décadas de 1940 e 1950, o polêmico diretor italiano consegue pôr seu dedo malicioso e cheio de lirismo nessa película produzida em 1962.

Numa retomada dos procedimentos neo-realistas do pós-guerra, Pasolini volta sua câmera para os bairros pobres da periferia de Roma e filma a vida errante dos personagens ao som de Schubert. O filme se mostra belo e mesmo com uma clara influencia “rosseliniana”. Só Pasolini conseguiria filmar Mamma Romma com tanto sentimentalismo sem tirar a critica social da base da história.

Pier Pasolini foi um cineasta italiano famoso por criticar o governo italiano em seus filmes, promovendo a alienação de hábitos conservadores enraizados na sociedade daquele pais. O cineasta que antes havia sido professor, poeta e novelista, gostava de trabalhar com atores amadores e do povo. Morreu em 1975 com 53 anos em um episodio trágico e controverso. Assumidamente homossexual, Pasolini frequentemente se relacionava com garotos de programa e segundo a policia local, ele teria sofrido um assalto por um desses garotos de programa, o que resultou em uma morte violenta na qual teve seu corpo dilacerado. Porém, acredita-se que a historia seja controversa pois o autor confesso do crime apos cumprir a pena, disse não ter cometido aquele latrocínio contra o cineasta. E, segundo evidências encontradas ulteriormente, acredita-se que a teoria da policia italiana não explica a realidade dos fatos relacionados a morte de Pasolini. (veja mais aqui!)

Você já sabe qual é a melhor forma de conhecer m pouco da obra desse grande cineasta italiano! Quinta-feira, as 19hs no Anfiteatro João Carriço! Quer saber mais? Veja a pagina do evento!

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CineclubeBordel Sem Paredes apresenta: Cinema, aspirinas e urubus

Cinema, Aspirinas e Urubus é um filme brasileiro de 2005, é o longa-metragem de estreia do diretor Marcelo Gomes. Rodado no sertão da Paraíba, foi indicado pelo MinC (Ministério da Cultura) para concorrer a uma indicação de Melhor Filme em Língua Estrangeira na edição de 2007 do Oscar.

A história se passa em 1942 e gira em torna de dois homens vindos de mundos totalmente diferentes. Um deles é Johann (Peter Ketnath), alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior do país. O outro é Ranulpho (João Miguel), um nordestino que busca ir para o Rio de Janeiro a procura de trabalho.

Tudo começa com uma carona que Johann oferece a Ranulpho. Uma vez conhecidos, decidem partir, juntos, numa jornada pelo sertão: viajam de povoado em povoado exibindo filmes promocionais sobre o remédio “milagroso” a pessoas que jamais tiveram a oportunidade de ir ao cinema. Aos poucos, surge entre eles uma forte amizade, cujo destino segue em paralelo com a Segunda Guerra Mundial e a realidade nordestina.

O filme será exibido pelo Cineclube Bordel Sem Paredes nessa quinta-feira, dia 26, a partir das 19h no Anfiteatro João Carriço (Anfiteatro João Carriço – Av. Rio Branco, 2234). Confirme sua presença no evento.

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Cão Sem Dono no Cineclube Sem Paredes!

Mais uma quinta, mais um Cineclube Sem Paredes! Novamente prestigiando a produção nacional o filme “Cão Sem Dono” é baseado no livro Até o Dia em que o Cão Morreu, de Daniel Galera.

             

O longa retrata a vida de Ciro, um jovem sem grandes pretensões na sua vida. Tradutor de russo, raros são os trabalhos que aparecem para que ele pague suas contas, e os poucos que surgem, dificilmente valem a pena. Na falta opção, recorre aos pais para sobreviver. O porteiro de seu prédio, um pintor das horas vagas, com quem fala eventualmente, é o maior amigo que tem. Sua companhia mais recorrente, então, é um cachorro de rua, sem nome, que o seguiu até seu apartamento e vive lá desde então. Assim como o vira-lata, Ciro é um Cão Sem Dono.

Marcela, uma modelo em início de carreira, recém-chegada do interior e com grandes planos para o futuro, surge na vida de Ciro apenas como um passatempo. Avesso aos relacionamentos, ele procura não se aproximar muito da jovem. A insistência de Marcela, aliada a um acidente que ela sofre, acaba fazendo com que os dois vivam uma relação bem mais íntima do que ele poderia esperar. Quando Ciro, enfim, percebe que seu sentimento pela modelo é mais forte do que ele imaginaria, pode ser tarde demais.         

A produção ganhou muitos prêmios como o o troféu Calunga de melhor filme e troféu ACPA de melhor roteiro. O filme remete a vida e ao que fazemos dela. O momento em que parece não haver o que esolher e quando não se tem mais escolha.

Cão Sem Dono. Em cartaz no Anfiteatro João Carriço, prédio da Funalfa esquina da Rio Branco com a Halfeld. Manifeste-se através do evento! Se interessou? Veja o trailer Venha vê-lo quinta as 19h15!

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Cineclube Sem Paredes apresenta: Os Famosos e os Duendes da Morte

Nesta quinta-feira, o Cineclube Sem Paredes começa a ocupar as noite de outono! Com o filme Os Famosos e os Duendes da Morte de Esmir Fillho, baseado na obra de Ismael Caneppele (Música para Quando as Luzes de Apagam), a noite do dia 12/04 promete uma imersão no imaginário do protagonista desta produção.

Através do filme, acompanhamos  o drama de um adolescente em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul (vivido pelo ator local Henrique Larré) que bloga com o nome Mr. Tambourine Man. A fixação por Bob Dylan se estende ao Flickr  e aos vídeos que ele segue, postados por uma morena de cabelos finos que assina como Jingle Jangle (outra referência à música de Dylan).

O filme é uma viagem dentro do imaginário do autor e do jovem protagonista, configurando-se em uma ficção indicada e vencedora de vários prêmios em festivais dentro e fora do Brasil como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e Festival de Berlim.

Os Famosos e os Duendes da Morte é um filme que dialoga com a geração que acredita na internet como uma opção existencial e não apenas como passatempo.

Nesta quinta-feira, às 19 horas no Cineclube Bordel Sem Paredes: Os Famosos e os Duendes Mortos em cartaz! Confirme sua preseça no evento para o acontecimento desta noite no Anfiteatro João Carriço. Acesse o site oficial e saiba mais sobre a produção.

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