Música FdE se mantém invicta na circulação da cultura independente

Frente de atuação mais antiga do Fora do Eixo ainda é a maior circuladora de artistas do Brasil

A Música Fora do Eixo entra o ano de 2011 com números bem pulsantes. A principal frente de circulação da rede fez um levantamento de dados com vários coletivos que mostram o tamanho dessa força. Só para se ter uma ideia, ela é responsável por fazer circular mais de 5 mil artistas e grupos por ano pelo Brasil e América Latina, além de produtores e comunicadores.
Canastra (RJ) no Festival Fora do Eixo RJ 2010
O levantamento sobre Música FdE foi realizado entre os meses de fevereiro e março desse ano e contou com a colaboração de 35 coletivos, que expuseram, dentre outras coisas, uma amostragem dos números que envolvem as Noites Fora do Eixo produzidas, festivais realizados, quantidade de bandas que receberam em suas cidades, a relação com a plataforma Toque no Brasil e o envolvimento em projetos do Fora do Eixo como Compacto.Rec, Catálogo e Banquinha.
Hoje, conforme aponta a amostragem, quase 90% dos coletivos ouvidos realizam festivais, sendo que muitos deles, produzem mais de um durante o ano. Destes, cerca de 35% dos  festivais produzidos já realizaram mais de 3 edições, e outros pouco mais de 54% possuem entre uma e três edições. Já as Noites Fora do Eixo marcam presença na agenda de 88% dos 35 coletivos, e desses mesmos 35, 97% são compradores de shows. A relação de troca com o Toque no Brasil também traz um bom número, são 97% da rede que utiliza essa plataforma para selecionar bandas e fazer trocas com agentes culturais.
E por falar em banda, cerca de 25% dos coletivos recebem, por mês, mais de 3 grupos de fora da cidade, o que evidência o fortalecimento da circulação de artistas dentro da rede.
Para Marielle Ramires, gestora da Música FdE, a amostragem representa bem o momento que o setor vive no Fora do Eixo do ponto de vista econômico. “Os coletivos estão ampliando as capacidades de produção em todo o Brasil, e estão se tornando empreendimentos ecônomicos com potenciais amplos de geração de sustentabilidade para toda a cadeia da música independente. E estamos falando aqui apenas de um processo de consolidação que está no começo”.
Loungetude  46 no Grito Rock São Carlos 2011
Para 2011, o Fora do Eixo quer intensificar ainda mais esses números. Para isso, lança o programa para a Música do Fora do Eixo, que apresenta metas, objetivos, planos de ações dos núcleos que fazem parte dessa frente, modo de organização e as cidades que irão receber maior investimento da Música FdE. Com isso, a proposta é aumentar a captação de recursos, através a compra e venda de shows, promover lançamentos e distribuição / comercialização de produtos (Distro) e a circulação de artistas através de turnês (Noites FdE).
O Relatório é uma realização do Circuito Fora do Eixo, através de uma parceria entre os setores da Música e a Universidade FdE.


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