Juca Fica ?

Como diversos setores da cultura brasileira, o dramaturgo e diretor teatral José Celso Martinez Correa, publicou na semana passada um manifesto em apoio à continuação de Juca Ferreira no Ministério da Cultura.

PELA ALEGRIA DA NAÇÃO DIGAMOS A NÓS MESMOS QUE JUCA FERREIRA, O CONSOLIDADOR DO MINISTÉRIO DA CULTURA NO BRASIL, FIQUE

JUCA FICA!

O Ministério da Cultura ardorosamente construído por Juca Ferreira, este príncipe poeta político prático da ecologia, inclusive da ecologia da espécie humana, ameaçada de extinção por sonambulismo, anestesia, individualismo, espírito de rebanho, crença estúpida em uma verdade única, está por isso mesmo sob a ameaça de ver seu criador, em pleno processo de construção desta obra aberta, descartado de seu lugar de luta.

Juca Ferreira, desde os tempos em q Lula, o extraordinário reinventor da Política como Arte, teve a iluminação de chamar Gilberto Gil para o Ministério da Cultura, teceu na sombra, um caprichoso Corpo Físico, Concreto, de uma cultura anti capturante, paradoxal, contraditória, fugidia: a cultura construída por estes povos q nasceram no pré-Brasil, com os que para aqui vieram, se comeram, se devoraram ,construíram o milagre de uma cultura democrática, mestiça na carne, na religião, no gosto e na atitude escandalosa diante da vida do mundo patriarcal do Ocidente ao Oriente.

Gil e Juca, plantaram no Ministério sua própria arte, a dos povos do mundo enraizados na Alegria da Inversão dos valores tragicômicos carnavalesca da Terra radicalmente bárbara, mas antenada na tecnização da revolução digital paridora da revolução genética.

Gil e Juca traziam finalmente a descolonização Cultural inventada pelo povo dos Brazís, para o Estado Brasileiro.Um povo q não é de ficar se lamentando, mas inversor nitzcheano dos valores, produtor da re-existência permanente para sobrevive na batucada da vida, batucando.

Gil acompanhou Lula com Pelé pelo mundo todo divulgando o Brasil novo e fez muito bem. Enquanto isso, Juca ficou no Brasil tecendo a base física deste Ministério da descolonização.

O crescimento mundial do Brasil, como uma nação original, nunca vista, revolucionária,veio do cuidado da vida da cultura, agricultura deste povo q para sobrevier, cria a política do mutirão refletida na internacional solidária, anti competitiva com todos os povos do mundo do Ministro Celso Amorim no MRE.

O mundo todo passou a desejar o Brasil, por nosso povo,ter sabido resolver o enigma fundamental dos povos, alem da diversidade cultural, da tolerância das diferenças:por sua antropofagia, sua miscigenação dos contrários.

Desde Getulio do Estado Novo, Gustavo Campanema Ministro da Educação inspirado na Cultura de Carlos Drummond de Andrade ,trouxe a vertente popular, chamada pejorativamente de populista para o Estado brasileiro. Aqui agora, vamos transmutar este Tabu do Populismo em Totem. Esta foi a sabedoria filosófica do Poeta Drummond acolhida no Estado Brasileiro.

Posteriormente no Governo de Jango, Darcy Ribeiro, seu Chefe de Gabinete, dava a linha continua desta tradição, por sua Cultura de Antropólogo Tupy. Apoiava culturalmente as reforma de base q o crescimento social do Brasil exigia. Darcy lutava para que não houvesse o Acordo MEC USAID, que transformaria a educação brasileira,numa fábrica de empregados do Capitalismo. O Brasil tinha escolhido um caminho seu nada patriótico, ou nacionalista, mas uma via de descolonização, diante dos dois pólos da Guerra Fria. Capitalismo Privado ou Estatal.

Os militares do Golpe de 1964,impediram estas reformas inspiradas na Cultura da via q o povo brasileiro criou e ainda queria mais.

Mas no governo dos 8 anos de Lula elas recomeçaram a ser realizadas. E este Governo construiu o motor do crescimento do Brasil inspirado na língua da gente do Brasil, num Ministério da Cultura que até agora não foi suficientemente percebido.

Juca Ferreira fez mais do q fazer crescer o orçamento da cultura à tanto por %. Juca mudou a rota de um Ministério q assim como as secretarias de Cultura Estaduais e Municipais do Brasil, estavam voltadas simplesmente à ser preenchidas por interesses políticos partidários e deu Corpo, matéria à esta palavra: Cultura, considerando-a a Estratégia da Infra Estrutura de construção de uma outra via para a humanidade: sua desolonização de milênios de pastoreio pelas Ideologias, Religiões e Patriarcas.

Considerou a Cultura não como enfeite, mas como Super-Estrutura.Virou Marx de ponta cabeça e colocou praticamente o cuidado da Vida, a ecologia humana como Infraestrutura do crescimento dos povos. A Macro Economia sim viu e se vê como Infra-Estrutura de tudo, independente do que os povos querem para si pessoas.A MacroEconomía sim é Superestrutura, e no capitalismo, ve as vidas das pessoas, como meras abstrações a serem exploradas,não como diz a maravilhosa Presidente Dilma: Economia é para pessoas, não para tijolo ou cimento.

Juca começou por mudar radicalmente a Lei Rouanet, q entregava a cultura aos empresários das marcas ( ainda não terminou este processo q não pode ser interrompido) e inverteu a linha tradicional de Organizações Culturais do Estado como balcão e criou a estratégia da Cultura na mão dos produtores deste cultivo da vida: o próprio povo brasileiro, como aríete do surgimento do Brasil na auto estima dos brasileiros e sua emersão descolonizada no mundo.

Nestas eleições a palavra cultura pode-se contar nos dedos quantas vezes foi citada.

Houve um recalque desta palavra, pois o debate político do espaço q pertence à cultura fói tomado pela intromissão das religiões e das ideologias do marchandaise eleitoral.O Brasil pais laico, inventor democrático da falta de drama no seu lidar mestiço com as religiões, etnias,etc, permitiu q até o Papa Bento XVI metesse o bedelho e desse palpites infelizes sugerindo que voltasse o instrumento de tortura: a Cruz ,para os Tribunais, Escolas, etc…Enfim o lugar da cultura foi ocupado pelo fundamentalismo religioso, ameaçando o pais de virar um Irã de Jesus, ou um EEUU de Tea Party da Cruz da tortura da Ku-Klux Klan.

As questões q somente podem ser re-existidas através da arte de criação da espécie humana: a cultura, como a liberdade:

-das mulheres decidirem sobre seu próprio corpo mesmo na crueldade do aborto,

-a liberdade sexual da existência dos humanos que chamados de gays quererem se casar, poderem fazer isso, adotar crianças,

-a liberdade do corpo humano de tomar as drogas q quiser,

-e sobretudo o desejo do povo de Paz.

Tudo isto foi engolido pelos fundamentalismos.

Falou-se muito em educação, mas não no sentido Darcy Ribeiro. Não numa educação vinda da liberdade da cultura, mas baseada no medo de tocar os tabus, nas interdições irracionais q a ignorância impõe. Numa ecologia desligada da sabedoria da própria natureza, das culturas indígenas q souberam percebê-las. Uma ecologia q não reconhece as plantas sagradas dos Xamãs, que vem empacotada em todos preconceitos monoteístas de um só deus colonizador de tudo e q acabou virando fashion.

Pior foi o silêncio total em torno da palavra droga. Pretexto da corrida armamentista, q coloca o exercito e a policia como mercenários para a venda de armas. Drogas tem á ver com a Saúde, com a Cultura e com a Educação. Porque insistir numa Guerra do NarcoTráfico q parece ninguém percebe, é tão atroz como foi a 2ª Guerra Mundial ou a atual no Oriente Médio. Guerra q sacrifica crianças principalmente negras nos morros, anjos mestiços, atoa. Porque nunca foi pensada como uma Guerra já perdida, inútil, burra?

Não se trata de liberar a maconha, ou o usuário, ou mesmo o bode expiatório: o traficante, mas de ir no ponto Tabu: a Industria Armamentista e a busca da Paz.E parar com essa brincadeira estúpida.

Somente a cultura pode dar instrumentos de reflexão sobre estes temas.E se as religiões monoteístas e as ideologias são invocadas, é por medo da vida. Enfuçam-se nas religiões fundamentalistas que tem ainda a estupidez de se arrogarem em serem os donos da verdade. Há muito tempo esta senhora, a verdade, foi dispensada pela Cultura. Existem perspectivas, visões de mundo, não “verdade”. Nelson Rodrigues em “Boca de Ouro” acabou com esta bobagem: a verdade. E tudo q segue no pais das frases feitas: a barbárie contra a civilização, “o ser pessoa do bem” , etc…

O Ministério da Cultura não pode neste momento ser assunto de interesses partidários, nem um cargo sequer na menor secretaria dos estados e municípios. Se a Cultura for tratada desta maneira o Brasil se atola na burrice, no investimento de dinheiro numa educação burra. A Cultura está abaixo, muito abaixo da Super Estrutura Ideológica dos Partidos.

A Cultura é o próprio cuidado com a vida além do mal, do chamado bem.

Juca Ferreira continua o trabalho de Gustavo Campanema, Darcy Ribeiro, Celso Furtado, Gilberto Gil. Não pode ser alijado do lugar onde está por interesses Corporativos, sejam os da velha Política Mercantilista dos Balcões ou da instrumentalizações da Arte e da Cultura com que a esquerda cuecona do teatro do oprimido nos chatíssimos debates “a nível de” ,quer impor ao pais.

Ignorar a importância q este Ministério e este Ministro da Cultura tem neste momento no Brasil, é não permitir sua continuidade nas mãos de um democrata como Juca, q pensa ao vivo, q debateu seu programa por todo o Brasil, criou redes entre índios, favelados e sofisticados através dos Pontos de Cultura. Q tirou a decisão o investimento cultural da prisão do Marketing. Esta atitude é um retrocesso somente compreendido se levarmos em conta o desastre q foi o debate cultural nestas eleições, virado imposição de posições fundamentalistas já desaparecidas de nossa história deste o Império. O Brasil não precisa do “tea party”.

Peço como eleitor de nossa amada presidente Dilma Roussef ,ao meu ilustre colega de faculdade de Direito do Largo de São Francisco Michel Temer ,Vice Presidente Eleito, e a quem me deu titulo de Cidadão Paulistano, José Eduardo Cardozo, que fazem a coordenação q levem em conta este pedido, q não é só meu .

Gostaria neste momento mas não sou incapaz de fazer um manifesto q leve em conta injunções do politicamente correto, pois como mortal da área da cultura não sei lidar assim com as coisas, tanto q não faço parte de mesas oficiais, mas sei q esta minha posição por Juca é a de muita gente.

Talvez alguns raciocínios em escrita franca e livre possam servir a quem possa fazer este necessário Manifesto: um documento à altura pragmática do que interessa:o resultado: que Juca Ferreira permaneça à Frente do Ministério da Cultura q criou e q poderá fazer crescer como ninguém no Governo de Dilma.

Peço também ao Ministro dos Assuntos Estratégicos Samuel Pinheiro q leia este desabafo, pois Cultura nesta fase do Brasil é assunto escandalosamente Estratégico, e merece ter este parecer deste q é considerado um maluco mas q está nesta Ágora há 52 anos, e q tem pelo menos a autoridade do tempo histórico q viveu, viu e fez.

E sobretudo peço às pessoas q amam a vida, o cuidado q a cultura dispensa à ela: vida, e à sua permanente superação, q levem em conta este escrito, realizado num intervalo mínimo da minha luta pratica pela cultura através do q estou realizando agora com o Oficina Uzyna Uzona.

E peço à Juca e aos brasileiros : FICA MINISTRO JUCA.TUA PAIXÃO É A PAIXÃO DO BRASIL DO CARNAVAL, DO FUTEBOL,DA DANÇA, DA FEITIÇARIA , DO AMOR .DA RIQUEZA DO POVO,COMO JÁ AFIRMAVA SEM MEDO DOS POSITIVISTAS CÉTICOS TEU CONTERRANEO BAHIANO,NOSSO QUERIDO JORGE SEMPRE AMADO.

José Celso Martinez Corrêa

Dia 5 de novembro 4:49, no Rio de Janeiro para fazer as DIONIZÍACASNUM TEATRO DE ESTÁDIO PARA MILHARES DE PESSOAS NO TERREIRÃODO SAMBA: A PRAÇA ONZE E FAZÊ-LA REVIVER, CANTANDO-A.VIVA A CULTURA DO CHORAR RINDO E DO RIR CHORANDO: O SAMBA,SEMPERDER O PASSO.

ps. Soube hoje que o PT almeja o cargo a si, e está lutando para Emir Sader que é um grande homem, um extraordinário pensador. Sei que o PT, e principalmente a grandeza humana de Emir Sader tem condições de compreender que a política para a Área da Cultura não pode ser a de um cargo político para um Partido. Juca Ferreira não pode ser considerado um quadro do PV, e sua gestão transcendeu inteiramente os interesses partidários e concentrou-se na potencialização da maior riqueza do povo brasileiro para o mundo, além das ideologias, partidos, crenças, focando-se na Vida, na ecologia humana, mineral, animal, vegetal.

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